Terça-feira, Janeiro 25, 2005

A informação e os medos. 




Do que é que eu hei-de falar hoje? Sei lá… isto não está fácil. Existe tanta coisa que deve ser escrita e no entanto não o é. Mas porquê? Penso que existe realmente um enorme défice de coisas escritas que realmente nos sirvam para alguma coisa. No entanto, e para quem compra os jornais diários nacionais, nota-se que cada vez menos se escreve para as pessoas e mais para alguns nichos de pseudo-informados. Mas isto não é exclusivo da imprensa escrita, a televisão e a rádio também têm tido muito trabalho a (des)informar a população com toda esta histeria à volta da pré-campanha eleitoral. Mas afinal será assim tão difícil ser isento? Será que é assim tão difícil, para os jornalistas, relatar e informar apenas o que presenciaram, apenas o que vêm? Porque é que têm sempre de andar a mandar “postas-de-pescada” em relação a certos e determinados assuntos quando nem sequer fazem a mínima ideia do que estão a falar? A não ser quando são pagos para isso…
Os telejornais “abrem” apenas e só com “peças” acerca de desgraças, vidas alheias ou com mentiras (estas depois, ás vezes, são corrigidas… quando dá jeito).
Por acaso os meus amigos sabiam que no IP3 já á mais de 2 meses que não ocorre um único embate frontal? Este tipo de acidentes representa a grande maioria dos acidentes rodoviários ocorridos naquele itinerário, mas devido a uma intervenção feita pelo poder central que mandou colocar umas pequenas barreiras de cor preta e amarela feitas de um material plástico flexível, os resultados estão à vista! Mas isto vocês não sabiam. Sabem porquê?... Não deu na televisão!!!
Mas agora o que me intriga é o facto de a televisão ser, então, uma coisa tão importante e aqueles que se dizem os donos do novo rumo de Portugal terem medo de ir a essa mesma televisão, que tão bem os serve, para explicar aos portugueses como é que eles, que sempre desnortearam o país, querem dar um novo rumo ao país. Não dá para perceber. Será que o “salvador”que os socialistas “arranjaram” tem medo de vir á televisão para um debate e ser confrontado com perguntas incómodas? E que perguntas serão essas? Então os media costumam a vasculhar, de forma indecente, a vida de toda a gente e porque é que ninguém sabe nada da vida particular do candidato socialista. Para mim pelo menos seria importante saber quais são os seus valores morais e sociais. Quais a suas tendências a vários níveis. Pelo menos isso… já que não consegue sequer apresentar o “seu” projecto político…pelo menos isso. Ou será que ele anda assim tão ocupado.
Qualquer semelhança entre o desenho deste post e o texto do mesmo poderão ser meras coincidências… ou não!!!

Quinta-feira, Janeiro 20, 2005

O Mário e a Água 



O chamado edil cá da terra está a começar a ficar cansado com todo este “trabalho” que tem tido à frente dos destinos da C.M. mas nunca o quis dizer assim à descarada. Então decidiu enviar um sinal a todos os Vilacondenses: queria reformar-se! Desde que teve esta vontade tem andado a “meter água” forte e feio a ver se a malta o mandava, através do voto, para casa (ou casas), mas a malta não entendeu os sinais (Isto foi até 2001). Desde então, zangado, o rapaz tem andado a meter ainda mais água do que aquela a que nos tinha habituado, e mesmo assim a malta parecia que não o estava a perceber muito bem, então ele não esteve pelos ajustes e arranja esta confusão com a intenção da concessão de Exploração e Gestão de Sistemas de Abastecimento de Água para Consumo Público e Recolha, Tratamento e Rejeição de Efluentes para o nosso concelho. Para quem não sabe, trata-se de entregar a uma empresa privada esta cena da água canalizada e saneamento para todos os habitantes cá da terra.
Ao que parece houve 3 empresas concorrentes: a Indáqua, a AGS e a Aquapor. Lá fizeram os seus projectos e as suas continhas todas, sim porque é bem preciso fazer contas ou não se tratasse de um contrato para 40 anos e depois disto tudo apresentaram as propostas à C.M.. Esta, por sua vez, analisou e chegou à conclusão que a melhor proposta era a da Indáqua. Até aqui nada de especial… quer-se dizer nada de especial para aqueles menos atentos (a maioria da população) porque aqui o rapaz tem lido umas coisas nos jornais diários e anda meio desconfiado, ou seja, ando muito aflito e preocupado. Eu explico. Então não é que o “nosso” querido, “amado” e quase competente presidente decidiu que era melhor entregar esta concessão à empresa que vai cobrar a todos nós 2,96 euros/metro cúbico que é só 62 cêntimos mais caro (124 escudos) do que a outra proposta que foi feita pela Aquapor (2,34 euros/metro cúbico).
Ou seja, será que a este “senhor” já não lhe bastava obrigar-nos a esperar (e desesperar) 30 anos por água canalizada e saneamento e agora ainda tem a lata de nos pôr a pagar a água mais cara do distrito do Porto (pelo menos)?? Eu bem digo que o homem passa-se, e não é pouco!!!
E o que dizer do facto de que em Matosinhos onde também foi a Indáqua que ganhou a concessão, curiosamente, os matosinhenses vão pagar pela água 1.35 euros/metro cúbico? Isto meus amigos quer dizer que nós aqui em Vila do Conde vamos pagar mais 1,61 euros/ metro cúbico (323 escudos) pela mesma água. Mas PORQUÊ??! Que mal fizemos nós para merecer isto? Será que esta diferença brutal de preços representa um suplemento de reforma para alguém? Mau, mau… Lá por a maioria dos Vilacondenses ter votado em si, sr. Presidente, não significa que possa brincar connosco assim desta maneira. Tenha vergonha! Não goze mais com as pessoas que só lhe pediram para governar os destinos desta terra e que não fizesse mais do que garantir bem-estar e qualidade de vida para todos. Não é mais do que a sua obrigação PORRA!
É o que dá confiar nuns gajos que têm como símbolo um punho fechado… é o que dá!

Terça-feira, Janeiro 18, 2005

Deixem o "homem" falar... 



José Sócrates para além de já andar por cá há algum tempo só agora é que começou a falar. O seu director de campanha mandou re-fazer os outdoors. Porque eles não mentem... nem nunca mentiram... pois!


Segunda-feira, Janeiro 17, 2005

Este é que se passa...! 



Para os Vilacondenses que ainda não sabem porque é que ainda não têm a qualidade de vida, que por exemplo, os nossos vizinhos da Póvoa de Varzim e Esposende usufruem perguntem a este senhor.

Passou-se! 



Este senhor… PASSOU-SE!!!
Mas não foi coisa ruim que lhe deu… Foi antes um, sei lá, ele deve ter pensado: “ Ai e tal vou dar cabo deste gajo (o Pedrito) porque uns disseram que coisa e tal e outros disseram que afinal parece que não. Então em que é que ficamos?! Eu que até sou um gajo porreiro, sim senhor, que até me dou bem com toda a gente vou … dissolvê-lo. Tá decidido… será que basta juntar água???” Depois pediu opinião ao marid.. à esposa!
Eu acho que na realidade ele queria chatear o Ferro Rodrigues. E fazer a vontade a ele próprio e pôr à frente do PS os amigos dele e do beiças (A.G.) mas para isso precisavam de se livrar do Ferro. Então para festejar o facto de Portugal ter um filho seu que foi chamado para comandar os destinos desta coisa pequena a que nós chamamos Europa, o Sampaio não “acabou” com o governo e o moço (o Ferro) amuou e disse: “Assim não brinco mais… vou-me embora e levo os meus bonecos comigo.” E pronto! Estava um problema resolvido. Depois o “nosso” Sampaio pensou: “E agora quem é que vamos por lá?” Então pegou numa revista. Foi à casa de banho. E saiu de lá com uma ideia: “Vamos pegar nos 3 piores gajos que temos e eles que tentem convencer os militantes socialistas de que eles é que são fixes…! É isto mesmo… Grande ideia! Só mesmo eu, sou o maior!”
E lá foram os socialistas a eleições. Ganhou o pior! Mas com larga vantagem ou não fossem os votos da ala Opus Gay estarem lá todos.
Depois pensou: “Ora bem agora tenho que pôr os nossos a governar o país e assim, pelo menos eles, hão-de se lembrar de mim quando eu não for ninguém…” e dissolveu a Assembleia da República o que fez com que agora tenhamos que ir a eleições. E pronto!
Ele ainda tentou explicar (na T.V. e tudo) aqui aos burros (que somos todos nós... os portugueses) a cena que ele fez, mas falou, falou, falou…. e nada.Obrigado Sampaio raios te f****, a ti e às tuas ideias. É o que dá confiar nuns gajos que têm como símbolo um punho fechado… é o que dá!

O Regresso... 

Caros amigos estive ausente deste blog por motivos que agora não interessam, mas o que é certo é que não estive alheado do que se tem passado no nosso lindo concelho.
Ando realmente preocupado com o que se passa em Vila do Conde, ou melhor, com o que não se passa. Porque quem estiver um bocadinho atento não pode deixar de reparar que Vila do Conde parou no tempo. Já aqui confessei que não ligava muito a políticos ou a políticas e que iria fazer um esforço para tentar compreender ambos. E não só o fiz como também compreendi que até gostava desta “coisa” chamada política.
Ora bem isto é assim. De uma forma geral existem bons políticos e maus políticos. Os bons políticos são aqueles que primam pela sua seriedade, verticalidade, honestidade, que possuem uma boa liderança e que normalmente não mentem aqueles que confiaram neles através do voto. Os maus políticos são aqueles que representam exactamente o contrário.
Em Vila do Conde temos um caso muito especial, é que quem está à frente dos destinos da nossa terra (o nosso amigo Mário) não se insere em nenhum dos dois tipos de políticos que referi. Eu explico. O engenheiro não consegue ser, ao fim de quase 30 anos de governação, nem bom nem mau político porque não é sério, não é vertical, não é honesto e não costuma mentir aos Vilacondenses. Ele não mente aos Vilacondenses ele brinca connosco, ele goza-nos indecentemente e se tivermos a feliz ideia de assistirmos a uma sessão da Assembleia Municipal até podemos ter a “sorte” de sairmos de lá enxovalhados tal é a postura ditatorial estilo salazarista do “nosso” presidente de Câmara.
M.A. consegue dar vida a todas as promessas que faz, mas note-se, dá-lhes vida de 4 em 4 anos. Porque depois as promessas morrem. E lá continua o povo a ver o saneamento e água canalizada como uma miragem, continua o povo a ter as piscinas por todo o concelho nos seus sonhos, continua o povo a ter segurança dentro e fora de casa pelas ruas e calçadas da nossa cidade e freguesias como um anseio.
Começo a pensar que os Vilacondenses estão a ficar fartos de verem as expectativas, que este “senhor” lhes criou, defraudadas. Vamos ver se sim ou se não…Eu pedi, aquando das doze badaladas, para o ano de 2005 que os todos nós possamos ter um bocadinho mais do que aquilo que este presidente nos deu desde Dezembro de 2001 pedi portanto, para termos um bocadinho mais do que nada.

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